No palco do Sesc o sonho é objeto de consumo

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Foto: Divulgação

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Peça mostra universo onde sonhar ficou obsoleto

A Velha Companhia, que está completando 20 anos de existência, leva ao palco do Sesc Pompeia  a peça Banco dos Sonhos, que fala de um mundo onde o sonho foi burocratizado e o sonhar se tornou objeto de consumo, não mais conectado às demandas particulares ou coletivas das psiques, mas seguindo a lógica da mercantilização das vontades.

O enredo aborda um tempo onde a sensibilidade foi engolida pela luta da sobrevivência cada vez mais selvagem e desumana, não deixando espaço ao indivíduo, a não ser a desconexão e o desamparo. Fala da cidade que destrói seus teatros, suas livrarias, cinemas e praças, sua poesia, para construir enormes prédios através dos quais se pode chegar cada vez mais perto do céu, em monumentos de concreto e poder.

A peça mostra um universo onde o sonhar está obsoleto, onde o tempo é a ferramenta da produção e do consumo. Mas fala também do amor. Do que que há de imprevisível e revolucionário no verdadeiro amor, aquele que não segue regras. E da esperança que mora nos verdadeiros encontros, revelando o universo onírico de uma transtornada atriz à beira da morte, em uma rua insone da cidade de São Paulo, a partir da visita de uma inesperada credora.

De quinta a  sábado, às 21 horas, e domingo às 18 horas. Até 2 de abril. Sessão com tradução em Libras dia 1 de abril. Ingressos de R$ 12 a R$ 40. O Sesc Pompeia fica na Rua Cléia, 93.

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