Matarazzo disputa vaga no Senado italiano

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Quem mora na Lapa sabe a influência que os imigrantes italianos tiveram na região. Das ruas nomeadas em referência ao Império Romano à icônica sede da Associação Beneficente União Fraterna, instituída em 1925 a partir da fusão da Sociedade Ítalo Brasileira de Mútuo Socorro com o Mútuo Socorro Centro Operário, além de ser a casa do time que inicialmente se chamava Società Sportiva Palestra Italia. Muitas das famílias lapeanas tradicionais são de origem do país mediterrâneo.

Para defender o interesse desses descendentes, não só da região ou do Brasil, mas de toda a América do Sul, Andrea Matarazzo está em campanha por uma vaga no Senado italiano, com eleições que serão realizadas no dia 25 de setembro. O Congresso italiano disponibiliza três vagas para representantes do nosso continente.

Andrea Matarazzo que já foi vereador, secretário, ministro e embaixador do Brasil na Itália, concorreu nas eleições à Prefeitura de São Paulo em 2020, e como vice de Marta Suplicy em 2016. Para o parlamento italiano, além de candidatos de outros países sul-americanos, também está na disputa o bicampeão de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi. Podem votar nas eleições italianas todas as pessoas com cidadania, que vão receber em suas casas, a partir do dia 8 de setembro, as cédulas onde é preciso registrar a escolha do partido e o nome do candidato. Essas cédulas devem ser postadas nos Correios e chegar à sede do Consulado até às 16h do dia 22 de setembro. O voto é facultativo.

A família de Matarazzo tem forte relação com a região já que na Água Branca foi instalado o complexo das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM), em 1920, em uma área de 100 mil m², sendo o primeiro parque industrial paulista com noção verticalizada de produção, e que utilizava energia de uma usina própria. A Casa do Eletricista e a Casa das Caldeiras, são os únicos edifícios remanescentes até os dias de hoje de todo o complexo. Andrea é sobrinho-neto do Conde Francisco (Francesco na grafia original) Matarazzo. Entre suas propostas para o Senado italiano está o incremento na relação dos países, com possibilidade de oferecer vagas em universidades e estágios, além de reduzir a burocracia nos consulados.

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