Verticalização cresce na cidade

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O Centro de Estudos da Metrópole, ligado à USP e à Fapesp, divulgou uma nota técnica na segunda-feira (5) que aponta que o estoque residencial de São Paulo, pela primeira vez, tem mais residências formais em prédios do que em casas.

A pesquisa avalia o período de 20 anos, entre 2000 e 2020, onde foi registrado que as residências verticais ultrapassaram as horizontais em área total construída e estão praticamente empatadas em número de unidades habitacionais. Os apartamentos cresceram de um total de 736 mil para 1,38 milhão, enquanto os imóveis residenciais horizontais aumentaram de 1,23 milhão para 1,38 milhão também. O estudo indica que há menos terrenos vazios e/ou ociosos na cidade, com queda de 140 mil para 106 mil em 20 anos. O estudo completo está disponível no site (https://centrodametropole.fflch.usp.br).

Este ano acontece a revisão intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE), que afeta o mercado imobiliário e a forma de se construir na cidade. A Frente São Paulo pela Vida, com apoio de mais de 500 entidades de diversos segmentos, pede que a revisão do PDE será adiada, já que em um cenário ainda de pandemia o processo de participação social não poderia ocorrer plenamente. Além do adiamento, a frente propõe uma agenda emergencial para reduzir os impactos de saúde, econômicos e sociais da Covid-19 na cidade.

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