República auxilia início de carreira de jovens

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Sala da República do Jovem Cidadão que já conta com dois moradores

A Casa do Pequeno Cidadão é um SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes) que funciona na Vila Leopoldina desde 2006. O acolhimento é feito tanto para bebês até jovens de 17 anos e 11 meses em situação de vulnerabilidade social, encaminhados pela Vara da Infância e Juventude da Lapa.

Ao perceber que ao completar 18 anos nem sempre os jovens tinham a estrutura necessária para serem independentes, a diretoria da Casa do Pequeno Cidadão decidiu criar a República do Jovem Cidadão, serviço de acolhimento que oferece moradia para jovens de 18 a 21 anos. “Sempre tem alguém com 18 anos que não foi adotado ou que não consegue retornar à família e a nossa preocupação é a de como esses jovens vão se posicionar no mundo. Às vezes eles já trabalham no formato de jovem aprendiz, mas não ganham o suficiente para bancar uma moradia. A república foi criada como uma política pública para isso, para garantir direitos e dar um pouco mais de tempo para que eles possam se organizar, ter autonomia e seguir sozinhos”, explica Shirlene Queiroz de Lima, coordenadora da República. “Quando o jovem faz 18 anos o estado entende que ele está preparado para o mundo e não é bem assim. Percebemos que aquele investimento social que a gente fez nas crianças desde cedo iria se perder, então criamos a república”, afirma o tesoureiro da Casa do Pequeno Cidadão Joaquim Flávio de Moraes Filho. Quem for atendido na república não precisa ficar necessariamente três anos. Se o jovem conseguir autonomia pode sair antes. Dois rapazes já estão na casa, que terá capacidade para seis pessoas. A ideia é futuramente criar também uma república feminina.

Para poder ficar na casa os jovens precisam estudar e trabalhar. “Tem o nosso comprometimento de arrumar o trabalho enquanto eles devem ter o comprometimento de se sair bem no emprego. Damos para eles moradia digna, trabalhamos a parte psicológica e financeira, e ensinamos a administrar o dinheiro para que amanhã eles sejam capazes de viver a própria vida. Não podemos deixar esses jovens ao léu porque é a nossa juventude que vai fazer esse país melhorar em alguma coisa. Que a gente consiga passar para eles credibilidade, verdade e, fundamentalmente, honestidade. É isso que precisamos hoje na nossa sociedade”, declara Alfredo Mazzoni, presidente da Casa do Pequeno Cidadão.

A ONG adquiriu um imóvel ao lado da sua sede, na Rua Aliança Liberal, na Vila Leopoldina. “Queríamos um lugar perto e tinha essa casa para alugar aqui do lado. Alugamos e começamos a reformá-la há seis meses. O proprietário teve problemas financeiros e precisou vender a casa. Como já tínhamos feito um investimento, compramos a casa. Agora, junto com a comunidade da Vila Leopoldina, estamos com uma rifa, valendo dois carros, que vai ajudar a pagar grande parte da casa. O restante do dinheiro vamos correr atrás”, diz Joaquim Flávio de Moraes Filho. Com a venda das rifas é esperado que a instituição consiga angariar R$ 400 mil, sendo que a casa foi vendida por R$ 580 mil.

Quem quiser contribuir pode realizar doações para Casa do Pequeno Cidadão Nossa Senhora Aparecida, no banco Bradesco, agência 0313-1 e conta corrente 108109-8 ou pelo site www.casadopequenocidadao.com.br. A entidade também realiza um bazar todas as quintas-feiras, das 11h às 18h, e no terceiro sábado de cada mês, das 9h às 14h, na Rua Belmonte, 547.

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