Relator fala sobre impacto da nova Lei de Zoneamento

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Foto: Nikolas Antonzeczem

Nikolas Antonzeczem
Vereador Paulo Frange apresenta detalhes da lei no À Mesa com Empresários

“A Lapa vai ter um aquecimento das atividades econômicas” disse o relator da Lei de Zoneamento (Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo da Cidade de São Paulo), vereador Paulo Frange, para mais de uma centena de convidados no evento “À Mesa com Empresários” realizado, pela Página Editora e Jornal da Gente em parceria com o Espaço Armazém e Buffet Moreno’s e apoio do Ciesp Oeste e Portal Tudoeste, na segunda-feira, 11, no Espaço Armazém, na Vila Leopoldina. “A Cidade vai crescer sobre os eixos de mobilidade urbana (como previsto no Plano Diretor e mantido no zoneamento). Hoje as zonas de eixos, 6% do território da Cidade, vão poder receber prédios com até quatro vezes o terreno sem limite de gabarito (altura). A cidade vai adensar do ponto de vista construtivo e populacional ao longo desses grandes eixos de mobilidade urbana”.

A elaboração da Lei teve participação da sociedade. Segundo Frange, de tudo que foi discutido (no processo de audiências), a maior disputa ficou entre zonas residenciais, ZERs, e zonas corredor, ZCor. “A discussão entre o ambiente residencial (ZER) e comercial (ZCor) representou 1/3 de todo o debate na Câmara”.

Pela nova Lei, as Zonas Corredor ficaram restritas às áreas lindeiras aos residenciais. “A mais conhecida delas (na City Lapa) é a (Brigadeiro) Gavião Peixoto que ficou como Zona Corredor 2 – com as atividades que está lá (muitas de saúde e educação). Nós não vamos ter impacto maior dentro do bairro, todos os outros pedidos para cruzar a City Lapa não concordamos porque a sociedade lapeana pediu que não tivesse. Por vezes alguém critica que poderia ter colocado mais corredores porque tem casas de repouso aqui ou ali, mas não tivemos como atender (para evitar impacto)”, esclareceu o relator. “Ficam as casas de repouso autorizadas na zona corredor (ZCor) e não (dentro) na zona residencial”, avisa o vereador.

O Hospital Albert Sabin instalado na Brigadeiro Gavião Peixoto será tratado na Lei de Anistia. “O hospital teria que estar numa Zona Corredor 3. Se para atender o hospital tivéssemos colocado Zona Corredor 3 em toda Brigadeiro, o impacto na região seria grande porque a ZCor3 permite instalar restaurante com mais de 500 lugares. Com certeza na Lei de Anistia, vamos resolver a situação do hospital”, conclui Paulo Frange.

Assista os destaques da explicação do relator da Lei de Zoneamento pelo link:

Ou a palestra completa pelo link abaixo:

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