Base do Samu custou R$2,3mi

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Valor Total do contrato envolvendo 10 bases metálicas do Samu

Ao agirem no sentido de bloquear a entrada no Clube Pelezão de um container que seria transformado em base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), moradores da City Lapa descobriram o custo de um projeto geral da Secretaria Municipal de Saúde (SMS): R$ 2.299.000 a serem empenhados na instalação e manutenção de 10 bases do Samu, sendo uma delas na Lapa.
O termo de Contrato 24/2010/SMS-1 referente ao pregão 362/2009 (processo 2009) estabelece que cabe á contratante (SMS) pagar à contratada (Novo Horizonte Jacarepaguá Importação e Exportação Ltda.) a quantia de R$ 990 mil referentes ao “transporte, instalação e montagem” dos dez containeres. Para cobrir o aluguel desses equipamentos a SMS desembolsará, no total, R$ 100 mil (10 bases da Samu para a cidade). Ou seja, a base Lapa teria um custo fixo de R$ 99 mil reais de (transporte, instalação e montagem) e um custo mensal de R$ 10 mil. Em doze meses seriam desembolsados 120 mil reais para manter um posto de lata do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, cuja importância é muito relevante para quem mora em São Paulo. “Sabemos o que representa o Samu, porém devem existir locais mais apropriados para construir uma base operacional”, afirma a moradora Rita Mismetti.
Segundo o Subprefeito da Lapa Carlos Fernandes, que jamais foi informado sobre o acordo entre Secretaria de Saúde e Secretaria de Esportes (Seme) para a construção de um posto do Samu no Clube Pelezão, essa área reclamada por Rita e vizinhos, de fato existe. “Em 2009 a subprefeitura cedeu para a Secretaria de Saúde uma área na Rua Carlos Weber, próxima à Rua Barão da Passagem”. Trata-se de um amplo terreno que conta, inclusive com um depósito construído em alvenaria”.
A mobilização comunitária resultou na paralisação das obras iniciadas no sábado, 22 de maio. Segundo o coordenador de Equipamentos da Seme, Alessio Gamberini, foi aberto um processo de averiguação preliminar para apurar por qual motivo a obra no Pelezão (retirada de árvores e terra) foi iniciada sem a presença de um engenheiro da secretaria acompanhando os serviços.

A versão da Saúde
Questionada sobre o valor e modalidade do contrato assinado com a Novo Horizonte e sobre a questão da retirada de árvores do Pelezão, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) esclareceu, via – email, que a implantação de uma base do Samu no espaço do Clube Escola “faz parte do projeto de ampliação das Bases de Apoio às equipes operacionais do serviço pré-hospitalar do município de São Paulo. O projeto no Pelezão tem a parceria da Secretaria Municipal de Esportes (Seme) e segue todos os protocolos e trâmites técnicos, para a execução da obra. Ressaltamos ainda que a implantação dessas bases foi licitada em dezembro de 2009 e que o projeto tem como objetivo aumentar os recursos de atendimento de emergência pré-hospitalar na região. A SMS e Seme estão enveredando esforços conjuntos para a instalação da base do Samu no Pelezão para poder oferecer um serviço de qualidade em saúde aos moradores, tendo em vista a preocupação com a preservação do meio-ambiente e seus benefícios para toda a população”.

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