A Subprefeitura Lapa iniciou a substituição dos antigos bueiros da região pelos chamados bueiros inteligentes. O objetivo é ganhar eficiência no combate aos alagamentos. Produzidos em policarbonato, material de alta durabilidade e resistente à corrosão, os novos dispositivos funcionam como uma espécie de gaiola interna com capacidade para coletar até 120 litros de resíduos, o equivalente a oito sacos grandes de lixo doméstico ou 70 kg de material orgânico. Os equipamentos são ajustáveis, o que permite a adaptação às bocas de lobo já existentes. Enquanto a água da chuva passa normalmente pelo sistema, o lixo carregado pela enxurrada fica retido, facilitando a remoção e evitando que a sujeira se acumule no subsolo da cidade. Além disso, por não possuírem valor de revenda, os equipamentos não são alvos de furtos.
“Em uma parceria com a Ecoss Ambiental, iniciamos a implantação desse sistema, que tem um cesto coletor”, diz o subprefeito, Coronel Danilo Antão Fernandes. “Os bueiros inteligentes retêm resíduos antes que eles cheguem à rede de drenagem, ajudando a reduzir entupimentos e melhorando o escoamento da água da chuva. É tecnologia aplicada à zeladoria urbana para proteger a cidade, prevenir transtornos e manter nossas ruas funcionando melhor para todos”, explica ele.
Antão, no entanto, ressalta que a nova tecnologia, apenas, não será suficiente para reduzir os alagamentos. “Existe uma parte dessa solução que depende de cada um de nós, cidadãos, que precisamos cultivar a cultura de jogar o lixo no lixo”, lembra o subprefeito.
Em uma ação que abrange todo o município, a Prefeitura deu início à instalação de 1.560 bueiros ecológicos equipados com os dispositivos de retenção de resíduos, como parte das ações de zeladoria e prevenção de enchentes na capital.
A principal inovação do projeto está na criação de uma barreira física que até então não existia no sistema convencional. Antes da instalação dos novos bueiros, não havia qualquer tipo de filtragem para os resíduos descartados irregularmente nas ruas. Com isso, garrafas, plásticos e outros descartes entravam diretamente nas galerias pluviais, causando obstruções. Esse entupimento é um dos principais fatores que ocasionam alagamentos, uma vez que a barreira de lixo impede a passagem da água, sobrecarregando o sistema de drenagem durante as chuvas.
“Além de melhorar a eficiência da drenagem, a novidade também facilita o trabalho das equipes de limpeza urbana, tornando a manutenção mais eficiente. Mas é fundamental que cada um faça a sua parte: a população precisa fazer o descarte correto de pequenos residuos”, afirma o secretário das Subprefeituras, Fabricio Cobra.
A quantidade e a localização das instalações seguem as áreas priorizadas pelo Plano de Chuvas da capital, focando em pontos estratégicos onde o fluxo de resíduos é mais crítico. Por se tratar de um projeto-piloto, a substituição não ocorrerá em todos os bueiros da cidade, mas sim naqueles identificados como cruciais para a fluidez do escoamento.
A limpeza e a retirada dos resíduos retidos nos bueiros ecológicos ocorrerão de forma periódica, em conformidade com o plano de trabalho das equipes de limpeza urbana das 32 Subprefeituras. Em situações que demandem maior atenção, como períodos de intensificação das chuvas, a frequência das atividades deverá ser ajustada, observadas as diretrizes operacionais e o planejamento, podendo variar para intervalos menores, conforme necessidade.
























