PUBLIEDITORIAL Ecoparque Bandeirantes, um salto de sustentabilidade na gestão de resíduos

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O Ecoparque Bandeirantes, que será instalado na região de Perus pela Loga, propõe um novo modelo para o tratamento de resíduos urbanos. O empreendimento, com impacto positivo em toda a Região Noroeste da capital paulista, área de concessão da empresa, reunirá soluções que combinam sustentabilidade, tecnologia e economia circular.
O projeto, que tem a URE – Unidade de Recuperação Energética, em fase de licenciamento ambiental, tem previsão de início de algumas instalações, ainda neste ano.
Abrigará, além de tecnologias da URE, que fará o tratamento térmico de resíduo comum, um processo prévio de triagem também do lixo que o morador não separa na sua casa, produção de adubo orgânico e combustível limpo e energia, a partir de um dos biodigestores mais modernos do mundo. Todo complexo também abrigará um Centro de Pesquisa e Educação Ambiental, auditório para atividades educativas, viveiro de mudas nativas e áreas destinadas a visitas técnicas e escolares, num ambiente voltado à aprendizagem e ao debate sobre sustentabilidade.
“O Ecoparque Bandeirantes nasce com a proposta de ir além da destinação de resíduos. Queremos criar um polo de inovação ambiental que integre tecnologia, educação e economia circular, aproximando a população das soluções para uma cidade mais sustentável”, destaca Fabiano do Vale de Souza, Superintendente do Ecoparque, da Loga.
Dentre os benefícios previstos estão a geração de energia limpa, a criação de mais de 600 empregos diretos e a capacitação das pessoas. O projeto também terá um parque urbano de 30 mil metros quadrados. A empresa também já está estabelecendo parcerias com instituições de ensino para cursos de formação, visando absorver o máximo de profissionais locais.
Outro ponto importante é a logística, pois o tráfego de caminhões e carretas utilizados no transporte dos resíduos tratados na URE e demais equipamentos terão acesso exclusivamente pela Rodovia dos Bandeirantes, km 26, sem conexão com as ruas do bairro.
Com a plena operação do Ecoparque, apenas 16% dos resíduos comuns, aqueles oriundos da coleta domiciliar convencional, serão encaminhados a aterros, enquanto 84% serão tratados e reaproveitados. Isso inclui a recuperação de uma fração significativa de recicláveis que não são separados nas residências, beneficiando cooperativas, gerando renda e ampliando o impacto social positivo.
Vale destacar que a Unidade de Recuperação Energética (URE) é uma solução com tecnologia moderna, já adotada com sucesso em países como Itália, Portugal e Alemanha, que permite transformar resíduos não recicláveis nem passíveis de compostagem em energia elétrica. Diferentemente dos antigos incineradores, utiliza sistemas avançados de controle ambiental e oito etapas de filtragem do ar.
“O processo ocorre em ambiente totalmente controlado e segue normas ambientais rigorosas. A tecnologia garante elevados padrões de segurança, com emissão de vapor tratado e devolvido limpo à atmosfera. Essa repetição de filtragens também garante o controle dos odores”, enfatiza Vale.
A previsão é que a URE entre em operação em 2029.

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