Ciesp Oeste comemora 54 anos

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Em 28 de fevereiro, a Distrital Oeste do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) criada em 1972, completa 54 anos de atuação na região. “Em todo esse período, sempre renovamos a forte disposição de contribuir para a solução dos problemas que emperram o fomento da indústria e o crescimento econômico sustentável”, destaca o diretor-titular da distrital, Rodolfo Inácio Vieira Filho.

Nesse sentido, segundo ele, o Ciesp Oeste continua interagindo com a sociedade e o poder público e defendendo medidas concretas no âmbito de sua jurisdição, que abrange região importante da cidade de São Paulo e os municípios de Caieiras, Francisco Morato e Franco da Rocha. Ao mesmo tempo, está engajada de modo pleno no trabalho de impacto estadual e nacional do Ciesp, em favor de um chão de fábrica mais forte e de um Brasil mais desenvolvido.

Destacando o trabalho do Ciesp, o presidente da entidade e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rafael Cervone, ressalta que um dos gargalos mais graves e urgentes a serem enfrentados refere-se à infraestrutura de transportes e à logística de distribuição, cuja deficiência crônica encarece a produção, reduz a competitividade e limita o progresso. Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística e da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o Brasil precisaria investir algo em torno de 2,26% do PIB apenas para cobrir a depreciação dos ativos de transportes. Porém, os aportes nunca alcançaram 1% do PIB nos últimos 24 anos.

Para Cervone, essa sub-aplicação de recursos traduz-se em prejuízos concretos para a indústria, pois os custos logísticos no Brasil, segundo estudos da Consultoria ILOS, ficaram entre 15% e 18% do PIB, ou cerca de R$ 1,8 trilhão em 2024, quase o dobro da média de economias desenvolvidas, representando peso significativo nas cadeias produtivas e no preço final das mercadorias. Além disso, organismos internacionais, como a OCDE, estimam que gargalos logísticos acrescentam em torno de 7% nos valores das exportações.

Também preocupa o Ciesp a dificuldade de contratação de recursos humanos, que expressa algumas lacunas estruturais históricas. “A começar pelo ensino público deficitário, que falha na base da educação acadêmica e profissional das sucessivas gerações. Também é preciso ampliar a capacidade referente à formação e capacitação técnica, cujo provimento com qualidade, dada a elevada demanda, não pode ficar apenas a cargo do Sistema S. Cabe alertar que, se este não existisse, a situação seria ainda mais grave”, reforça o presidente.

Cervone ainda destaca como preocupante a alta carga de impostos e a complexidade do sistema, que começa a mudar este ano com o início da transição para o novo modelo instituído pela reforma tributária, numa longa agenda até 2033. Até lá, será preciso evitar quaisquer medidas, diretas ou indiretas, que aumentem a carga e/ou criem mais burocracia e ônus para as empresas. Quem produz e trabalha não suporta mais qualquer ônus adicional. “Em todas essas frentes, estamos muito mobilizados, no universo da nossa área na Capital e Grande São Paulo e engajados na imensa corrente do Ciesp, de 38 diretorias regionais, quatro distritais e mais de oito mil associados, no sentido de contribuir para que o Brasil solucione seus gargalos e ingresse num ciclo perene de desenvolvimento. Com nosso trabalho evidenciamos o papel fundamental e o compromisso da indústria com a construção de um país melhor e mais feliz”, afirma ele.

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