Atendimento de galpão da GoodStorage torna “um caos” o trânsito na Rua João Tibiriçá

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Os mais de 700 moradores do condomínio Living Wish, na Rua João Tibiriçá, na Vila Anastácio, enfrentam dificuldades para entrar ou saír de casa, diariamente, entre 14h30 e 16 horas. Nesse horário, a empresa GoodStorage, que tem um galpão próximo, atende os entregadores das lojas de vendas online Shein e Shopee, que vão ao local, de carro, moto ou caminhão, retirar encomendas.

“A rua fica praticamente interditada, com os veículos parando em fila dupla ou tripla e até mesmo usando as vagas para visitantes do condomínio”, explica a moradora Marilisa Sequeira. “Outro dia, meu marido estava tentando sair do prédio e ouviu de um motorista de caminhão que atrapalhava a saída: se você reclamar, vou demorar mais ainda”.

Segundo Marilisa, os condôminos são reféns da GoodStorage. “Já fomos lá diversas vezes conversar, mas eles não dão a mínima atenção”, diz ela. “Para piorar a situação, de uns tempos para cá passaram, inclusive, a colocar cones próximos ao meio-fio, para guardar as vagas dos entregadores”.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), devido aos vários pedidos dos moradores já encaminhados à empresa, está sendo desenvolvido um projeto para colocação de sinalização de proibido estacionar na área. Atualmente, como não há essa sinalização e as calçadas no local não têm guia rebaixada, a CET informa que é possível estacionar nesse trecho da via. A companhia alerta, no entanto, que parar em fila dupla ou tripla é proibido, mesmo sem a sinalização de proibido estacionar. Enquanto a sinalização não é implantada, a CET recomenda aos moradores do edifício que encaminhem uma solicitação, assinada pelo responsável pelo condomínio, pedindo a fiscalização programada por período de 30 dias para o local. Dessa forma, explica a companhia, os agentes poderão multar os motoristas que estejam parados em fila dupla ou tripla.

Procurada pela reportagem do JG, a GoodStorage informou que medidas para garantir o respeito aos moradores, em parceria com os locatários do empreendimento. E ressaltou que estes são integralmente responsáveis por suas operações e condutas no local. “Embora não tenhamos ingerência direta sobre essas atividades, como proprietários do imóvel temos interesse em manter uma relação harmoniosa com a vizinhança e estamos empenhados em buscar, junto aos responsáveis, alternativas que minimizem os impactos à comunidade”, disse, em nota, a empresa.

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